segunda-feira, 24 de outubro de 2011
MalinoisOs Malinois, freqüentemente confundidos com os pastores alemães em função da coloração de sua pelagem, tem como origem a própria seleção para a obtenção dos Groenendael, uma vez que durante os acasalamentos surgiram cães de pelagem curta e dourada, que deram origem a essa variedade e recebeu o nome da cidade belga de origem.
Pastor Belga
Pastor Belga na verdade é um termo genérico que se aplica a quatro variedades de cães de pastoreio, que diferem entre si principalmente pela pelagem, tanto assim que o Padrão Oficial é o mesmo para os quatro ‘modelos’. No Brasil, os Pastores Belgas ainda são pouco conhecidos, sendo que o mais popular, é oGroenendael, de pelagem longa e negra, normalmente confundido com o Pastor Alemão preto. As outras três são praticamente desconhecidas: Tervuren, de pelagem longa e dourada, oMalinois com sua pelagem curta e dourada e o Laekenois, que tem pelagem dourada, mas dura e levemente encaracolada, sendo que este é conhecido basicamente na Holanda. Idênticos em muitos aspectos, cada uma das quatro variedades tem sua própria origem e antepassados. A oficialização do ‘pastor belga’ enquanto raça deve-se a um aficionado, o então diretor da Escola de Veterinária de Cureghem chamado Adolf Reul, que, em meados do século XIX iniciou um censo entre os cães pastores da Bélgica para tentar obter um padrão único e razoavelmente homogêneo. Como resultado do censo, o prof. Adolf conseguiu estabelecer basicamente 3 variedades mais comuns de pastores: o de pelo comprido e preto; o de pelo curto dourado ou vermelho com pontas e máscaras pretos e os de pelo duro, de coloração cinza ou dourada. Aos poucos, a estes três tipo básicos, o Prof. Adolf incluiu um quarto tipo: o de pelo comprido e coloração dourada com pontas/máscaras preta. Em função da falta de homogeneidade, o clube belga de cinofilia da época recusou-se a inscrevê-los como raça independente, o que só seria feito em 1920.
Tantas diferenças fazem com que os organismos internacionais classifiquem os Pastores Belgas de maneira distinta. A FCI, entidade internacional à qual a nossa CBKC está filiada, considera os quatro tipo como uma só raça. Já o American Kennel Club e o The Kennel Club inglês consideram as variedades Groenendael, Tervuren e Malinois como raças autônomas. De maneira geral, os Pastores Belgas são cães bastante rústicos e habituados à vida ao ar livre, adaptando-se com facilidade aos mais diversos tipos de clima. As quatro variedades apresentam grande necessidade de atividade, sendo extremamente ativos e brincalhões. Em suas funções como guarda de rebanhos atuam com extrema eficiência, sendo considerada uma raça de trabalho por definição, o que explica sua utilização cada vez mais freqüente como cão de guarda e de defesa. Extremamente inteligentes e com excelente faro, os pastores belgas tem aumentado em muito sua popularidade especialmente na Europa. Apesar de manterem características comuns quanto ao temperamento, os pastores belgas apresentam ainda sutis diferenças, talvez mais relacionadas com o tipo de habilidade que desenvolveram. Os Malinois também possuem um faro excelente, mas são considerados mais independentes do que os demais, não aceitando muito bem treinamentos rotineiros ou repetitivos. O Malinois faz parte do livro dos recordes, o Guiness Book, como o maior farejador de drogas de todos os tempos. Durante a ECO 92, no Rio de Janeiro, foi escolhido para fazer a segurança do então Presidente Bush. Entre as quatro variedades, é a que tem apresentado maior crescimento em termos de popularidade em todo mundo. Em função de sua enorme vitalidade, todas as variedades são excelentes competidores em esportes caninos, como o agility, que exige rapidez para vencer obstáculos, e o flyball, prova de habilidade em pegar uma bola e trazer ao dono. Por serem cães muito afetuosos, os Pastores Belgas precisam ter contato constante com os donos para sentirem-se como ‘parte da família’. Desempenhando sua função de guarda, os belgas atuam de forma peculiar, não abandonando seu território para perseguir um invasor em fuga, o que é considerado uma herança de sua atividade de pastoreio original, quando não podiam largar o rebanho sozinho. Os Pastores Belgas não costumam interagir facilmente com pessoas estranhas a não ser com a intervenção do dono. No ranking de inteligência de Stanley Coren, publicado em seu livro "A Inteligência dos Cães", apenas as 3 variedade mais populares são classificadas, sendo que os Tervuren aparecem na 14ªposição, os Groenendaels na 15ª e os Malinois na 22ª posição. Por suas características de grande inteligência e vitalidade, o filhote deve ser integrado rapidamente à rotina e hierarquia familiar. Nenhuma das variedades aceita bem castigos físicos e falta de espaço. Como toda raça grande e de crescimento rápido, é extremamente importante acompanhar o desenvolvimento do filhote a fim de evitar problemas ósseos. Uma dica importante na escolha do filhote diz respeito às orelhas. No início, as orelhas ficam caídas, devendo levantar-se entre o primeiro e o sexto mês de vida, por isso, ao escolher um filhote opte por aquele que tiver as menores orelhas, entre toda a ninhada, uma vez que sendo menores a chance de se ‘levantarem’ é maior.
No Brasil, onde a criação ainda é pequena, os Pastores Belgas sofrem com os efeitos da excessiva consangüinidade (acasalamento entre parentes) dos exemplares. Entre os problemas mais comuns estão:
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Curiosidade
O mosquito palha transmissor da doença Leishmaniose Viceral tem hábitos noturnos, sendo que a transmissão se dá preferencialmente entre 17 e 23 horas e entre 5 e 8 horas. O mosquito voa até 200 metros, portanto, peça a seus vizinhos que façam o mesmo em suas casas, pois caso contrário, de nada valerão seus esforços. Faça tudo o que você pode, pois isto diminuirá a chance de ele ser contaminado. Faça exame de Leishmaniose a cada 6 meses no seu cão e visite o veterinário regularmente,pois ele saberá detectar possíveis sinais da doença. Estaremos sempre à disposição para dúvidas e sugestões.
Reflexão sobre os15 anos de atuação como Médico Veterinário Por Dr Horácio Alves Junior
Prestes a completar 15 anos de atuação como Médico Veterinário de pequenos animais nesta cidade, faço uma reflexão sobre esta história.
Neste período, nossos clientes e pacientes mudaram muito. Antes tido como um trabalho supérfluo, somente acessível às classes mais altas, hoje nossos clientes são de todas as classes sociais. Os gatos representam hoje em torno de 20% dos pacientes e os cães pequenos, de companhia, que vivem dentro de casa superaram em muito os cães de guarda e caça, que eram mais comuns no início.
O comportamento do cliente que, ainda hoje procura atendimento mais curativo que preventivo, também vem mudando, chegando com o paciente em um momento mais inicial das doenças, diferente do início, onde recebíamos os pacientes em fase terminal, gerando menores chances de bons resultados.
Em geral, o respeito aos animais vem aumentando muito, tanto os domésticos quanto os silvestres, gerando indignação na população quando são desrespeitados. Temos hoje várias pessoas que se dedicam a eles, de forma particular ou através da ONG SGPAN, que trabalham em prol da ajuda a estes animais.
Agora, quanto às doenças, estas me preocupam e este é o motivo pelo qual desejo dividir estas informações com a população. Os casos mais frequentes, ainda hoje são os envenenamentos, os acidentes e as doenças infecciosas. Os envenenamentos seriam fáceis de se reduzir, através da fiscalização da venda do famigerado “chumbinho”, grande causa de morte de cães e gatos. Infelizmente ainda são facilmente encontrados no comércio. Os acidentes, principalmente os atropelamentos, nos mostram que, ainda hoje, os animais têm amplo acesso à rua, gerando riscos a eles próprios e à população. As doenças infecciosas podem, na maioria das vezes serem prevenidas através de vacinações. Todos os cães devem ser vacinados a partir de 45 dias, com as vacinas polivalentes (óctupla em cães e quádrupla em gatos), e a partir de 4 meses com a antirábica e contra leishmaniose. Deve-se preferir vacinas de boa qualidade, principalmente as importadas. Todos os cães adultos têm que ser revacinados anualmente. Não existe vacina que tenha efeito por mais de 1 ano. Fica o lembrete que este ano não haverá campanha de vacinação pública.
Quanto à leishmaniose, a maior causa de morte entre os cães, a prevenção se dá com a vacina e repelentes. Este problema está muito sério, não só em Caeté como em toda a região.
Tomando estes cuidados, associados a um bom local para morar, uma alimentação saudável (leia-se ração) e uma boa dose de carinho, nossos animais podem ter uma vida ainda muito melhor.
Ficam as dicas para todos.
Dr. Horácio Alves
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Alimentação
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